quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CLIMATÉRIO


O que é menopausa? O que é climatério?

As palavra menopausa e climatério têm sentidos diferentes, embora sejam utilizadas como sinônimos com freqüência.

A rigor, menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual.
Climatério é o período que abrange toda a fase em

que os hormônios produzidos pelos ovários(estrogênio e progesterona) vão progressivamente deixando de ser fabricados, incluindo-se, portanto, a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da vida da mulher.
Assim, a menopausa é um evento que acontece durante o climatério.

Nem a menopausa nem o climatério são doenças, mas ocorrências naturais ao longo da vida das mulheres.

Durante o climatério, a diminuição desses hormônios faz com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem completamente. Nessa fase de transição, ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que prejudicam a qualidade de vida da mulher.

Ao contrário do que muita gente pensa, essas alterações podem e devem ser tratadas.

Quando começa o climatério?

Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade, em média aos 50 anos. Por outro lado, os primeiros sinais do climatério, que são os ciclos menstruais irregulares, podem ocorrer vários anos antes da menopausa, ou seja, antes da última menstruação.

Atualmente, a expectativa de vida das mulheres se localiza na faixa dos 75 anos. Como a menopausa ocorre por volta dos 50 anos, as mulheres de hoje vivem em um estado de carência hormonal durante cerca de 25 anos, ou seja, um terço de suas vidas.


Sinais e sintomas do climatério (deficiência hormonal)

Durante o climatério, ocorrem sintomas desagradáveis, como os que seguem:

* Fogachos (ondas de calor) que, freqüente, estão associados a suores intensos e, às vezes, a tonturas e palpitações.
* Suores noturnos, que fazem a mulher acordar à noite, prejudicando-lhe o sono.
* Depressão e irritabilidade, que podem ser agravadas por problemas domésticos e no trabalho.
* Alterações nos órgãos sexuais, como por exemplo, coceira e secura vaginal, que causam dor e desconforto durante as relações sexuais.
* Diminuição do tamanho das mamas e perda de sua firmeza.
* Perda de elasticidade da pele, principalmente da face e a do pescoço.
* Além disso, a longo prazo, a falta de hormônios femininos leva a outras alterações que não causam sintomas imediatos, mas que têm conseqüências graves, a saber:
* Os ossos ficam mais porosos e frágeis (osteoporose), o que leva ao encurvamento da coluna (a chamada "corcunda da viúva") e ao aumento do risco de fraturas, principalmente nos quadris.
* Aumentam as gorduras que circulam no sangue e que se depositam na parede das artérias, levando à aterosclerose, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares como infartos, "derrames" cerebrais e hipertensão.


Quais os tratamentos para o climatério?

Todos os sintomas e as conseqüências da carência hormonal podem ser tratados, com a orientação médica, pela terapia de reposição hormonal, ou seja, a substituição dos hormônios, que antes eram produzidos pelos ovários, por hormônios administrados através da pele (adesivos transdérmicos), por via oral (comprimidos) e, mesmo, por injeções intramusculares ou por cremes vaginais.

A administração de hormônios em comprimidos por via oral é a forma mais antiga utilizada na prática clínica. Modernamente, vem-se utilizando a via transdérmica com a mesma finalidade.

Os sistemas transdérmicos são constituídos por adesivos colocados sobre a pele, que liberam diretamente para o sangue o estrogênio e o progestogênio, ou seja, os hormônios que deixaram de ser fabricados pelo ovário.
Como não há passagem inicial pelo fígado, as doses transdérmicas utilizadas são muito menores (12 vezes menor, no caso do estrogênio) do que quando se compara com as doses necessárias dos medicamentos orais. Além disso, os hormônios são liberados para a corrente sangüínea através da pele, de forma constante, gradual e uniforme, da mesma maneira como ocorre quando os ovário estão funcionando.
Por isso, esse método é considerado "fisiológico", pois se assemelha à fisiologia normal do ovário. Os sistemas de adesivos sã trocados só a cada 3 ou 4 dias, permitindo maior comodidade no tratamento.

Os cremes vaginais são muito úteis no tratamento dos sintomas locais (por exemplo, secura vaginal), mas não têm efeito no restante dos sintomas. Já os medicamentos injetáveis, praticamente não são mais utilizados.

A melhor forma de tratamento, no entanto, deve ser indicada pelo médico.

Nunca inicie um tratamento para o climatério ou qualquer outro tipo de tratamento, por indicação de amigas ou parentes.

A decisão final sobre o melhor tipo de tratamento depende sempre da opinião do médico.


Quais os resultados da terapia de reposição hormonal?

Depois de iniciado o tratamento com hormônios (terapia de reposição hormonal), as ondas de calor e os distúrbios do sono começam a diminuir, dentro de duas ou três semanas. Os sintomas vaginais adversos também diminuem e o envelhecimento da pele é retardado.

Quando a terapia de reposição hormonal se realiza no momento adequado, ela também pode prevenir o enfraquecimento dos ossos (osteoporose) e diminuir os riscos de infarto, pressão alta e "derrames" cerebrais.

A terapia de reposição hormonal "combinada" (que associa a administração de estrogênio com progestogênio), indicada para mulheres com útero intacto, pode causar um sangramento a cada ciclo, justamente por simular o funcionamento normal dos ovários.
Esse sangramento assemelha-se a uma pequena menstruação, prevenindo que o útero venha a desenvolver hiperplasia endometrial.

E lembre-se sempre de duas coisas importantes:

* O tratamento de reposição hormonal não faz crescer pelos, não engorda e não causa câncer.
* Para tratar os problemas de saúde procure sempre o seu médico!

Depressão em Mulheres




Duas vezes mais mulheres sofrem de depressão do que homens. Hormônios, sobrecarga de trabalho e abuso sexual estão entre os fatores que podem aumentar o risco de depressão na mulher.

Família. Carreira. Lidar com os períodos menstruais, gravidez e menopausa. Como mulher, você certamente tem muitas questões a lidar. Mas existe uma outra que você pode enfrentar e que pode ser especialmente desafiadora: A Depressão.

As mulheres têm duas vezes mais probabilidades que os homens para desenvolver depressão e desordens relacionadas à depressão. Como mulher, vários fatores aumentam o risco de depressão, inclusive:

* Sua biologia única
* Sua situação de vida
* Sua cultura

Explore mais sobre o que está atrás desta discrepância da depressão nos gêneros macho e fêmea.

Os fatores biológicos

O corpo feminino pode influenciar o desenvolvimento de depressão. Isto, porque os hormônios e fatores ovarianos biológicos relacionados podem afetar o humor por várias fases de sua vida.

Puberdade



Antes das meninas e meninos alcançarem a puberdade, eles têm taxas semelhantes de depressão. Depois de puberdade, no entanto, a discrepância de gênero em depressão e desordens relacionadas se pronuncia. E porque as meninas tipicamente alcançam a puberdade antes que os meninos, elas têm mais probabilidade de desenvolver depressão em uma idade menor do que os meninos.

Porque esta discrepância de gênero na depressão coincide com a puberdade e desaparece depois da menopausa, alguns pesquisadores dizem que os fatores hormonais aumentam o risco da mulher em desenvolver depressão. Por outro lado, a puberdade também é freqüentemente associada com outras mudanças que poderiam exercer um papel na depressão, incluindo:

* Sexualidade e questões de identidade
* Conflitos com os pais
* Evolução das expectativas sociais

Esses fatores poderiam interagir com mudanças hormonais durante a puberdade e resultar em um risco aumentado de depressão no meio de mulheres, especialmente em uma idade mais jovem.

Problemas Pré Menstruais

Você pode conhecer muito bem as mudanças físicas e emocionais que podem acontecer antes da menstruação, quando o abdômen incha, as mamas ficam mais sensíveis, pode ocorrer enxaqueca, ansiedade, irritabilidade e um anúncio de humor melancólico. Esses são os sintomas notórios de tensão pré-menstrual(TPM). Para a maioria de mulheres com TPM, os sintomas são secundários e de vida curta.

Mas uma porcentagem pequena delas, tem sintomas de humor tão severos e incapacitantes, que suas vidas, empregos e relacionamentos são interrompidos. Neste ponto, a TPM cruza a linha da desordem pré-menstrual, que pode exigir avaliação e tratamento psiquiátrico.

Embora a interação exata entre depressão e TPM permanece obscura, alguns pesquisadores dizem que aquelas mudanças cíclicas no estrogênio, progesterona e outros hormônios podem romper a função de substâncias químicas do cérebro como a serotonina, que controla o humor. Mesmo que tais mudanças hormonais aconteçam na maioria das mulheres, nem todas desenvolvem depressão. A predisposição genética ou outros fatores também podem influenciar o desenvolvimento de depressão.

Gravidez

Os homens podem desenvolver depressão quando sua companheira está grávida. Mas, em geral, isto ocorre mais com as mulheres.

Mudanças hormonais dramáticas acontecem neste período e elas podem afetar o humor, mas existem outros fatores que podem desencadear a depressão durante a gestação:

· Estilo de vida ou mudanças do trabalho

· Problemas de relacionamento

· Episódios prévios de depressão, depressão pós-parto ou desordem de pré-menstrual disfórica

· Mistura de sentimentos

· Aborto

· Infertilidade

· Gravidez não desejada

· Parar o uso de medicamentos antidepressivos

Depressão Pós-parto

Mais ou menos metade de novas mães encontram-se tristes, bravas, irritáveis e propensas a chorar logo após o parto. Essas sensações são normais e geralmente cessam dentro de uma semana ou duas.

Depressão Pós-parto
Mais ou menos metade de novas mães encontram-se tristes, bravas, irritáveis e propensas a chorar logo após o parto. Essas sensações são normais e geralmente cessam dentro de uma semana ou duas.
Mas casos mais sérios podem indicar depressão pós-parto, particularmente se os sintomas incluem:
• Incapacidade de gostar do bebê
• Pensamentos de prejudicar o bebê
• Ansiedade
• Auto-estima baixa
• Agitação
• Pensamentos de suicídio

A depressão pós-parto é uma condição médica séria exigindo pronto tratamento. Acredita-se que seja causada por flutuações hormonais que influenciam o humor, como também com uma predisposição subjacente à depressão.
Pré-menopausa e menopausa
O risco de depressão pode também aumentar durante a transição para a menopausa, uma fase chamada pré-menopausa, quando os níveis de hormônios flutuam irregularmente.
E o risco de depressão também pode aumentar na menopausa precoce ou depois de menopausa, quando os níveis de estrogênio estiverem significativamente reduzidos.
A maioria das mulheres com sintomas na menopausa desconfortável não desenvolvem depressão. Mas para mulheres cujo sono é interrompido por períodos longos de tempo ou que tem uma história de depressão, este é um tempo vulnerável. Também, a histerectomia com a remoção dos ovários pode levar a um início abrupto da menopausa com sintomas mais severos, incluindo mudanças de humor e às vezes depressão.

Dra. Elisabete F. Almeida
drabetty@lincx.com.br

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MENSTRUAÇÃO



O ciclo menstrual ocorre devido a alguns fatores controlados por determinados hormônios que possuem uma variação cíclica, cuja principal função é preparar o organismo para a gestação, controlando, principalmente, a ovulação e o aporte nutricional para o futuro embrião.
Os hormônios em questão são:
* FSH (hormônio folículo estimulante): produzido e liberado por uma glândula situada na base do cérebro, a adeno-hipófise, o FSH tem como principal função iniciar o amadurecimento dos óvulos no ovário;

* LH (hormônio luteinizante): também produzido e liberado pela adeno-hipófise, este hormônio visa terminar o amadurecimento do óvulo e estimular sua liberação para o útero;
Durante o amadurecimento do óvulo, as células próximas a ele passam a produzir:

* Estrogênio: hormônio que, durante a adolescência é responsável pelos caracteres sexuais femininos como desenvolvimento das mamas e de alguns tecidos adiposos, amadurecimento dos órgãos sexuais, etc, passa e ser responsável pelo início da formação do endométrio; * Progesterona: também responsável, durante a adolescência, pelo surgimento dos caracteres sexuais femininos, mas que, durante o ciclo menstrual, conclui o desenvolvimento do endométrio.
As células ovarianas que estavam próximas aos óvulos em desenvolvimento, quando não há a fecundação, perdem sua função secretora de estrogênio e progesterona cerca de 8-10 dias após a ovulação. Com a queda destes hormônios, bloqueia-se a irrigação sangüínea do endométrio levando à morte do mesmo e sua posterior expulsão por meio das contrações uterinas, ocasionando a menstruação.
Freqüentemente a mulher é afetada por modificações de humor, desejo por determinados alimentos e ansiedade, caracterizando a Síndrome ou Tensão Pré Menstrual (TPM). Entre 40% e 90% das mulheres experimentam a TPM em bases regulares, sendo a maioria na idade entre 30 e 40 anos. Durante anos diziam às mulheres que tudo não passava de coisas de suas cabeças. Pesquisas atuais mostram, entretanto, que existem bases fisiológicas para a TPM. É como se a TPM resultasse de um complexo de fatores, incluindo desequilíbrios hormonais, retenção de líquidos e sódio, alterações em neurotransmissores e prostaglandinas, baixa glicemia e nutrição inadequada ou excessiva.
O ciclo menstrual é dividido em fases. Segundo BÕCKLER (apud Weineck, 2000) um ciclo de 28 dias é dividido da seguinte maneira: Fase da menstruação ou fluxo (1º ao 4º dia). Fase pós-menstrual (5º ao 11º dia). Fase intermenstrual (12º ao 22º dia). Fase pré-menstrual (23º ao 28º dia). Ele afirma que a performance pode variar de acordo com as fases do ciclo menstrual.
Na Fase Pré-Menstrual, devido à influência de um aumento nos níveis de progesterona, o desempenho pode sofrer uma redução. Já na Fase Pós-Menstrual, graças à crescente taxa de estrogênio e maior secreção de noradrenalina, observa-se uma melhora significativa na performance.
No período pré-menstrual há redução na capacidade de concentração, fadiga muscular e nervosa mais rápida (KEUL et al 1974). Assim como acontece com as fundistas o rendimento no treinamento de força é diferente nas diversas fases do ciclo menstrual. Na fase estrogênica (pós-menstrual) o rendimento é melhor que na progestogênica (pré-menstrual) na qual, as atletas ficam irritadas e menos pacientes com os treinos (LEBRUN, 1995).
A maioria dos estudos relata uma melhor performance na fase pós-menstrual, e uma redução acontecendo na fase pré-menstrual, não esquecendo que as funções fisiológicas e a especialização desportiva são altamente individuais. Os treinadores que conhecem e aceitam essa hipótese, planejam os treinos respeitando as mudanças que ocorrem durante o ciclo menstrual. A determinação das mudanças e em que fase do ciclo isso acontece, são de grande valia para a classe desportiva, no qual os treinadores adaptariam os treinos de forma a minimizar os prejuízos e maximizar os ganhos durante o planejamento. Podendo até agendar as competições para que coincidam com o período de melhor performance.
Os hormônios sexuais são as principais substâncias responsáveis pelas diferenças existentes entre homens e mulheres.

Em homens, o principal hormônio sexual é a testosterona e, em mulheres são o estrogênio e a progesterona.
A partir das funções realizadas por esses hormônios, podemos explicar o porquê de tanta diferença na performance esportiva existente entre homens e mulheres.

A testosterona possui grande poder de estimular o crescimento de massa muscular (hipertrofia) e, conseqüentemente de força e de explosão, justificando, deste modo, a vantagem, a favor dos homens, em provas como 100m rasos, arremesso de peso, saltos, etc.
Entretanto, ao compararmos os sexos em provas cada vez mais longas, a diferença na performance torna-se menos evidente, tanto que já se sabe que em corridas acima de 60km as mulheres tem um maior rendimento do que os homens, podendo ser justificado da seguinte forma: o organismo utiliza carboidratos e gorduras durante a atividade física, porém, quanto mais prolongada for a atividade, mais gordura e menos carboidratos serão utilizados.

GESTAÇÃO



A gestação se refere ao estado resultante da fecundação de um óvulo pelo espermatozóide, envolvendo também o subseqüente desenvolvimento, no útero, do feto que foi gerado pela fecundação, encerrando-se na expulsão, chamada de "parto" ou "nascimento".
Praticamente todas as mulheres grávidas experimentam algum desconforto musculoesquelético durante a gravidez. Estima-se que cerca de 25% delas apresentem ao menos sintomas temporários. As mulheres grávidas apresentam um risco aumentado de queixas musculoesqueléticas, principalmente lombalgia.
A mudança do centro de gravidade, a rotação anterior da pelve, o aumento da lordose lombar e o aumento da elasticidade ligamentar são os principais responsáveis pelos sintomas.
Já foi demonstrado que um programa de exercícios executado três vezes por semana durante a segunda metade da gravidez parece colaborar na redução da intensidade das dores lombares, aumentando também a flexibilidade da coluna.
As mulheres sedentárias apresentam um considerável declínio do condicionamento físico durante a gravidez. Além disto, a falta de atividade física regular é um dos fatores associados a uma sensibilidade maior a doenças durante e após a gestação.
Há um consenso geral na literatura científica de que a manutenção de exercícios de intensidade moderada durante uma gravidez não-complicada proporciona inúmeros benefícios para a saúde da mulher. Apesar de ainda existirem poucos estudos nesta área, exercícios resistidos de intensidade leve a moderada podem promover melhora na resistência e flexibilidade muscular, sem aumento no risco de lesões, complicações na gestação ou relativas ao peso do feto ao nascer.
Conseqüentemente, a mulher passa a suportar melhor o aumento de peso e atenua as alterações posturais decorrentes desse período.
Todas as mulheres que não apresentam contra-indicações devem ser incentivadas a realizar atividades aeróbias, de resistência muscular e alongamento. As mulheres devem escolher atividades que apresentem pouco risco de perda de equilíbrio e de traumas. O trauma direto ao feto é raro, mas é prudente evitar esportes de contato ou com alto risco de colisão. Deve-se tomar o cuidado de não se exercitar vigorosamente em climas muito quentes e de prover a hidratação adequada, de modo a não prejudicar a termorregulação da mãe.


Com base em pesquisas na área de exercício e gravidez, o Sports Medicine Austrália elaborou as seguintes recomendações:
• em grávidas já ativas, manter os exercícios aeróbios em intensidade moderada durante a gravidez;
• evitar treinos em freqüência cardíaca acima de 140 bpm.
• exercitar-se três a quatro vezes por semana por 20 a 30 minutos. Em atletas é possível exercitar-se em intensidade mais alta com segurança;
• os exercícios resistidos também devem ser moderados.
• evitar as contrações isométricas máximas;
• evitar exercícios em ambientes quentes e piscinas muito aquecidas;
• desde que se consuma uma quantidade adequada de calorias, exercício e amamentação são compatíveis;
• interromper imediatamente a prática esportiva se surgirem sintomas como dor abdominal, cólicas, sangramento vaginal, tontura, náusea ou vômito, palpitações e distúrbios visuais;

Durante o parto normal, a mulher relaxa alguns músculos e contrai outros — principalmente os abdominais. Para a criança nascer sem problemas, ela precisa coordenar esses movimentos. Os exercícios que aumentam as forças dos músculos abdominais ou diminuem a resistência dos músculos da pélvis (região inferior da barriga, por onde passa o bebê) reduzem o tempo e a dor do parto.


FORÇAS QUE EMPURRAM O BEBÊ PARA BAIXO:

No processo do parto, o corpo da mulher produz a substância ocitocina, que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê. Mais um artifício para o parto acontecer com perfeição.

Cólo do útero
Diafragma pélvico (são músculos que sustentam os órgãos, como bexiga, intestinos e útero)

Quando a mulher força o nascimento antes do organismo eliminar a sua resistência natural, a criança corre o risco de nascer com problemas como machucados na cabeça, e até mesmo sofrer hemorragia cerebral.

EXERCÍCIOS E GESTAÇÃO

Os exercícios são importantes porque facilitam o trabalho de parto, conservam o corpo da mulher, evitam dores nas costas, culotes, flacidez e melhoram a circulação. Quando a grávida pratica exercícios tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto.
Exercícios indicados são: caminhada sem muito esforço físico, hidroginástica, natação e bicicleta (ergométrica

Outros exercícios:

VASOCAPILAR



Excelente para a circulação. A mulher fica deitada, com pernas e braços para cima, e sacode as mãos, os braços, os pés e as pernas. Com o exercício, a placenta (fonte de alimentação e
oxigenação do feto) dificilmente envelhece. É um bom exercício para hipertensas, para evitar inchaço, varizes e hemorróidas.

CONTRAÇÃO DA PELVES


Essa atividade ajuda a posicionar o bebê corretamente. Com mãos e joelhos no chão, a gestante deve fazer o mesmo tipo de esforço que o exercício de cócoras.

CÓCORAS




Com ele, a mulher aprende a controlar o músculo da pélvis e obter o seu relaxamento na hora certa do parto. Nesta posição, a grávida deve contrair e relaxar a pélvis, como se estivesse segurando a urina. A atividade também permite que o feto deslize melhor no momento do nascimento.

SAPINHO




Bom para fortalecer os músculos abdominais e os da pélvis.Ajuda no controle das forças na hora
do parto.

MULHER X IDADE




Infelizmente, as perdas de músculo, osso, força e até de altura se acentuam com a idade. A regressão dos números se inicia aos 25 anos, quando a mulher começa a ter sua capacidade aeróbica reduzida de 1% a 2% a cada ano.
A ladeira tem sentido único, para baixo. Aos 35 anos, a mulher começa a perder de 140 a 170 gramas de massa muscular por ano.
Aos 45, na pré-menopausa, as alterações para pior se aceleram. Até a estatura se reduz (entre 0,3 e 0,4 centímetro ao ano).
Aos 55 anos, com a menopausa, é o ápice. Tudo muda. A perda óssea anual já é de até 2%.


OQUE ACONTECE AOS 25 ANOS:




A capacidade aeróbica começa a diminuir de 1% a 2% ao ano.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Atividades aeróbicas, como corrida, natação e bicicleta, para melhorar o condicionamento cardiovascular.

AOS 35 ANOS



A partir dos 30 anos, começa-se a perder entre 140 e 170 gramas de massa muscular por ano. Sem praticar atividade de força até os 39 anos, a mulher terá perdido quase 2 quilos de músculo, que serão substituídos por gordura. O excesso de gordura retarda o metabolismo. Tem início a queda hormonal.
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Aqueles que exigem força muscular e um pouco de aeróbica.



AOS 45 ANOS



O ganho de peso pode chegar a 200 gramas por ano, pois queimam-se 120 calorias a menos por dia. A estatura diminui entre 0,3 e 0,4 centímetro ao ano. A circunferência abdominal cresce até 0,2% ao ano. A força muscular total do corpo começa a baixar entre 1% e 1,5% e a agilidade reduz-se 1%.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

As perdas são irreversíveis, mas podem ser minimizadas com exercícios que exigem força muscular. Quem não gosta de musculação tem as opções de ioga e pilates.


55 ANOS



Na menopausa, ocorrem as maiores mudanças físicas. A queda radical nos níveis de estrogênio e testosterona leva a uma perda anual de até 2% da massa óssea.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Aeróbicos, para combater doenças cardiovasculares, e de força muscular com peso, para combater a osteoporose. Nessa idade, é recomendável acrescentar impacto aos exercícios, como dar pulinhos, para incrementar a densidade óssea.

65 ANOS



A capacidade respiratória diminui 40% e a massa muscular, 25%.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Aqueles que trabalhem a flexibilidade, a postura, a estabilidade e a proteção contra quedas. Uma boa atividade é o tai chi chuan.










segunda-feira, 16 de novembro de 2009

INDÚSTRIA DA BELEZA



INDÚSTRIA DA BELEZA


Todos os dias, mas todos os dias mesmo, me apanho falando sozinho. Não estou deprimido e muito menos triste. Simplesmente me isolo ao perceber-me incapaz de entender as pessoas.
Não que elas sejam inaceitáveis, mas seguem uma escala de valores que eu não consigo compreender. Dão muito mais valor ao consumo do que ao ser humano correto e cordato, às belezas que não custam nada. Se apegam às aparências artificiais, moldadas por acessórios perfeitamente descartáveis. Miram-se no exemplo da propaganda incisiva da TV, do cinema e da Internet e se esquecem que a verdadeira beleza está na simplicidade, no comportamento, no sorriso sincero, na suavidade da alma.
Assim resta-me falar com coisas, com o que percebo estar à minha volta. Passo horas em intermináveis monólogos, conversando com personagens de livros, metendo-me nas obras que se fora um personagem.
Hoje todos querem ser lindos, como certas celebridades plastificadas, siliconizadas e maquiadas da cabeça aos pés. Será que isso tem alguma valia para a felicidade? Não sei. Mas não é o que vejo nos noticiários diários que leio sem querer.
A partir do momento em que a indústria da beleza criou estereótipos conforme sua ganância por lucros cada vez maiores, as pessoas, homens ou mulheres, deixaram de lado a autenticidade e a tão alcançável felicidade para seguirem os ditames impostos pelo capitalismo da beleza. É uma pena! Tantas mulheres e homens que poderiam ser bonitos se fossem mais naturais, se estragam com imagens construídas, passageiras, muitas vezes alcançadas a um preço muito alto, tanto financeiro quanto moral, quando algo sai errado.

Eu, que não sou nenhum jovem, ainda me lembro do tempo das pessoas que assumiam sua aparência e não se consumiam no desespero de alcançar equiparações a astros e estrelas. Mas isso faz um pouquinho de tempo e creio que a indústria ganhou mais essa luta, assim como a indústria do tabaco, que guerreou por mais de sessenta anos com a medicina, ganhando quase todas as batalhas, até que a vitória, mesmo que parcial, mas muito satisfatória, acabou prevalecendo para o lado sensato da ciência.
Resumindo: continuo falando sozinho, inventando músicas, falando com besouros, sapos e lagartixas e até mesmo com algumas aranhas que encontro de vez em quando. Só não falo com baratas porque morro de medo delas e dificilmente as encontro no local onde moro.
Que não sou bonito, todos já viram. Mas a minha felicidade não seria maior se o fosse. Falo isso porque vejo pessoas lindas, bem sucedidas em tudo, matando-se com drogas, álcool, estresse e até mesmo por suicídio.

Cairbar Garcia Rodrigues, 28/10/2008
http://www.textolivre.com.br/livre/10908-a-industria-da-beleza-prosa

PADRÃO DE BELEZA FEMININO



A moda é efêmera, ou seja, transitória. E assim como a moda, os conceitos de beleza também possuem essa característica, ou seja, o que se considera atraente em uma mulher, não dura para sempre. Tudo depende da moda dominante, da cultura de determinada época, da etnia e das diferentes percepções de quem analisa.
As tendências se modificam com extrema velocidade e isso implica em adequações tanto no modo de vestir como também na beleza. Basta atentarmos para os outdoors que, pronto! A cor das belas madeixas da garota-propaganda já mudou, a chapinha saiu de cena e deu lugar a cachos fartos, e as unhas também foram renovadas com novas tonalidades.
Verifica-se que o padrão de beleza mudou muito nos últimos tempos. Na época da Renascença o padrão GORDINHA era sinônimo de beleza pois demonstrava que a família da referida mulher era abastada.
Na Idade Média, a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma época de matanças ocorridas nas cruzadas, trazia uma mulher de quadril largo e ventre avolumado.
Foi somente na década de 20 que a possibilidade de outros padrões de beleza foi real. Veio então, o padrão clássico muito bem representado por um mito do cinema:
GRETA GARBO, com suas sobrancelhas finíssimas.



Mas, outro tipo de beleza continuava a despertar paixões e outros sentimentos nos homens de todo o mundo era a beleza agressiva, sensual como a de Edna Purviance. Depois, veio o tipo misterioso e sensual de Rita Hayworth e a beleza agressiva, alegre e muito sensual também de SOFIA LOREN.
No final dos anos 50 surgiram outras mulheres que representaram essa beleza agressiva.




MARLYN MONROE marcou os anos 50 com suas curvas acentuadas e coxas fartas. A francesa Brigitte Bardot foi o grande padrão de beleza dos anos 60 e 70. Esta, também era formosa com suas curvas e lábios carnudos e consolidou o legado de Monroe.



Já, no final dos anos 60 outro padrão de beleza sensual, agressiva: RAQUEL WELCH, conhecida pelo seu corpo sarado.



Inaugurando a era das tops surge Cindy Crawford. Na década de 90, é a vez de Kate Moss reformular o conceito de sex appeal e, andrógina, deixa personifica uma beleza totalmente avessa aos moldes anteriores.O Padrão de beleza feminino brasileiro mudou muito, hoje em dia homens até mesmo de décadas passadas que admiravam mulheres como sofia loren, admiram hoje mulheres com nomes de frutas.

Todas essas mulheres são sinônimos de beleza, impostos pelo cinema e pela moda no mundo todo e no Brasil. Umas mais magras, outras mais voluptuosas. Não podemos esquecer ainda Linda Evangelista, Cameron Diaz, GISELE BUNDCHEN, Jessica Biel, Alessandra Ambrósio e tantas outras.



Mas, a realidade atual é que a beleza, assim como a moda, está relacionada a padrões de magreza impostos pela indústria da moda, a fim de atender as necessidades do fashion business por valorizar a roupa e, por consequência, vender mais. A top Gisele Bündchen ilustra essa realidade. Ela, com 52kg e 1.80m, apesar de apresentar cor e saúde está longe de Cindy Crawford, top dos anos 80 que pesava 57kg e media 1.77m de altura. Entre outras coisas os padrões foram de um corpo curvilíneo para um arquétipo mais andrógeno, isso sem falar no aumento expressivo do número de artigos sobre dietas presentes nas revistas femininas mais lidas em todo o mundo.

Como conseqüência desse novo padrão de beleza, uma ânsia pela busca do corpo perfeito tem levado muitas mulheres a tomar atitudes de auto-destruição. Além das cirurgias plásticas realizadas sem qualquer motivo óbvio, meninas estão desenvolvendo cada vez mais cedo doenças como aneroxia e bulimia. Este é um problema vivenciado desde a década de 80 com as grandes tops que imprimiram uma imagem de magreza cada vez mais acentuada. Blogs e sites dão dicas de como ficar mais magras. As meninas se comunicam através desses ou de outros sites como os de relacionamento incentivando uma a outra a comer cada vez menos.

Para não ir tão ao extremo, existe o grupo de mulheres que parte para as mais variadas dietas e exercícios físicos. As academias e os personal trainers nunca foram tão procurados, bem como o as vendas de DVDs contendo atividades físicas e aparelhos diversos cresceram. Chega ao ponto de ser contraditório em uma sociedade onde o alimento de alta caloria e o sedentarismo prevalecem; e onde milhares de pessoas passam fome por ausência de dinheiro e condições dignas de sobrevivência.

Se correr atrás de medidas ínfimas é uma tarefa difícil e arriscada, o melhor a fazer é procurar a beleza particular que existe em cada uma de nós. Ao invés de se envergonhar, a apresentadora Angélica fez de sua pintinha uma marca registrada, exigindo que a mesma fosse incluída em sua boneca. De estigma a trunfo, Angélica soube como lidar com sua peculiaridade.

Deixando um pouco a questão saúde de lado, a questão que permanece é: existe realmente um padrão de beleza? A resposta paira no ar. Contudo, uma afirmação pode ser feita: Segundo pesquisas realizadas por psicólogos evolucionistas, apesar da variação das descrições de beleza, a marca de fertilidade, do belo e da saúde, a cintura fina, sempre foi um símbolo imutável de beleza e feminilidade que perdurou por séculos.

Para finalizar, é importante destacar que a beleza também está ligada a auto-aceitação: Portanto, valorize seus pontos fortes, melhore o que é possível melhorar dentro das suas condições físicas, psicológicas e materiais, afinal, a beleza quem faz somos nós!

http://padrao.debeleza.com.br/post/34-os-padroes-de-beleza-impostos-pelo-cinema-e-pela-moda/