MENSTRUAÇÃO
O ciclo menstrual ocorre devido a alguns fatores controlados por determinados hormônios que possuem uma variação cíclica, cuja principal função é preparar o organismo para a gestação, controlando, principalmente, a ovulação e o aporte nutricional para o futuro embrião.
Os hormônios em questão são:
* FSH (hormônio folículo estimulante): produzido e liberado por uma glândula situada na base do cérebro, a adeno-hipófise, o FSH tem como principal função iniciar o amadurecimento dos óvulos no ovário;
* LH (hormônio luteinizante): também produzido e liberado pela adeno-hipófise, este hormônio visa terminar o amadurecimento do óvulo e estimular sua liberação para o útero;
Durante o amadurecimento do óvulo, as células próximas a ele passam a produzir:
* Estrogênio: hormônio que, durante a adolescência é responsável pelos caracteres sexuais femininos como desenvolvimento das mamas e de alguns tecidos adiposos, amadurecimento dos órgãos sexuais, etc, passa e ser responsável pelo início da formação do endométrio;* Progesterona: também responsável, durante a adolescência, pelo surgimento dos caracteres sexuais femininos, mas que, durante o ciclo menstrual, conclui o desenvolvimento do endométrio.
As células ovarianas que estavam próximas aos óvulos em desenvolvimento, quando não há a fecundação, perdem sua função secretora de estrogênio e progesterona cerca de 8-10 dias após a ovulação. Com a queda destes hormônios, bloqueia-se a irrigação sangüínea do endométrio levando à morte do mesmo e sua posterior expulsão por meio das contrações uterinas, ocasionando a menstruação.
Freqüentemente a mulher é afetada por modificações de humor, desejo por determinados alimentos e ansiedade, caracterizando a Síndrome ou Tensão Pré Menstrual (TPM). Entre 40% e 90% das mulheres experimentam a TPM em bases regulares, sendo a maioria na idade entre 30 e 40 anos. Durante anos diziam às mulheres que tudo não passava de coisas de suas cabeças. Pesquisas atuais mostram, entretanto, que existem bases fisiológicas para a TPM. É como se a TPM resultasse de um complexo de fatores, incluindo desequilíbrios hormonais, retenção de líquidos e sódio, alterações em neurotransmissores e prostaglandinas, baixa glicemia e nutrição inadequada ou excessiva.
O ciclo menstrual é dividido em fases. Segundo BÕCKLER (apud Weineck, 2000) um ciclo de 28 dias é dividido da seguinte maneira: Fase da menstruação ou fluxo (1º ao 4º dia). Fase pós-menstrual (5º ao 11º dia). Fase intermenstrual (12º ao 22º dia). Fase pré-menstrual (23º ao 28º dia). Ele afirma que a performance pode variar de acordo com as fases do ciclo menstrual.
Na Fase Pré-Menstrual, devido à influência de um aumento nos níveis de progesterona, o desempenho pode sofrer uma redução. Já na Fase Pós-Menstrual, graças à crescente taxa de estrogênio e maior secreção de noradrenalina, observa-se uma melhora significativa na performance.
No período pré-menstrual há redução na capacidade de concentração, fadiga muscular e nervosa mais rápida (KEUL et al 1974). Assim como acontece com as fundistas o rendimento no treinamento de força é diferente nas diversas fases do ciclo menstrual. Na fase estrogênica (pós-menstrual) o rendimento é melhor que na progestogênica (pré-menstrual) na qual, as atletas ficam irritadas e menos pacientes com os treinos (LEBRUN, 1995).
A maioria dos estudos relata uma melhor performance na fase pós-menstrual, e uma redução acontecendo na fase pré-menstrual, não esquecendo que as funções fisiológicas e a especialização desportiva são altamente individuais. Os treinadores que conhecem e aceitam essa hipótese, planejam os treinos respeitando as mudanças que ocorrem durante o ciclo menstrual. A determinação das mudanças e em que fase do ciclo isso acontece, são de grande valia para a classe desportiva, no qual os treinadores adaptariam os treinos de forma a minimizar os prejuízos e maximizar os ganhos durante o planejamento. Podendo até agendar as competições para que coincidam com o período de melhor performance.
Os hormônios sexuais são as principais substâncias responsáveis pelas diferenças existentes entre homens e mulheres.
Em homens, o principal hormônio sexual é a testosterona e, em mulheres são o estrogênio e a progesterona.
A partir das funções realizadas por esses hormônios, podemos explicar o porquê de tanta diferença na performance esportiva existente entre homens e mulheres.
A testosterona possui grande poder de estimular o crescimento de massa muscular (hipertrofia) e, conseqüentemente de força e de explosão, justificando, deste modo, a vantagem, a favor dos homens, em provas como 100m rasos, arremesso de peso, saltos, etc.
Entretanto, ao compararmos os sexos em provas cada vez mais longas, a diferença na performance torna-se menos evidente, tanto que já se sabe que em corridas acima de 60km as mulheres tem um maior rendimento do que os homens, podendo ser justificado da seguinte forma: o organismo utiliza carboidratos e gorduras durante a atividade física, porém, quanto mais prolongada for a atividade, mais gordura e menos carboidratos serão utilizados.
GESTAÇÃO
A gestação se refere ao estado resultante da fecundação de um óvulo pelo espermatozóide, envolvendo também o subseqüente desenvolvimento, no útero, do feto que foi gerado pela fecundação, encerrando-se na expulsão, chamada de "parto" ou "nascimento".
Praticamente todas as mulheres grávidas experimentam algum desconforto musculoesquelético durante a gravidez. Estima-se que cerca de 25% delas apresentem ao menos sintomas temporários. As mulheres grávidas apresentam um risco aumentado de queixas musculoesqueléticas, principalmente lombalgia.
A mudança do centro de gravidade, a rotação anterior da pelve, o aumento da lordose lombar e o aumento da elasticidade ligamentar são os principais responsáveis pelos sintomas.
Já foi demonstrado que um programa de exercícios executado três vezes por semana durante a segunda metade da gravidez parece colaborar na redução da intensidade das dores lombares, aumentando também a flexibilidade da coluna.
As mulheres sedentárias apresentam um considerável declínio do condicionamento físico durante a gravidez. Além disto, a falta de atividade física regular é um dos fatores associados a uma sensibilidade maior a doenças durante e após a gestação.
Há um consenso geral na literatura científica de que a manutenção de exercícios de intensidade moderada durante uma gravidez não-complicada proporciona inúmeros benefícios para a saúde da mulher. Apesar de ainda existirem poucos estudos nesta área, exercícios resistidos de intensidade leve a moderada podem promover melhora na resistência e flexibilidade muscular, sem aumento no risco de lesões, complicações na gestação ou relativas ao peso do feto ao nascer.
Conseqüentemente, a mulher passa a suportar melhor o aumento de peso e atenua as alterações posturais decorrentes desse período.
Todas as mulheres que não apresentam contra-indicações devem ser incentivadas a realizar atividades aeróbias, de resistência muscular e alongamento. As mulheres devem escolher atividades que apresentem pouco risco de perda de equilíbrio e de traumas. O trauma direto ao feto é raro, mas é prudente evitar esportes de contato ou com alto risco de colisão. Deve-se tomar o cuidado de não se exercitar vigorosamente em climas muito quentes e de prover a hidratação adequada, de modo a não prejudicar a termorregulação da mãe.
Com base em pesquisas na área de exercício e gravidez, o Sports Medicine Austrália elaborou as seguintes recomendações:
• em grávidas já ativas, manter os exercícios aeróbios em intensidade moderada durante a gravidez;
• evitar treinos em freqüência cardíaca acima de 140 bpm.
• exercitar-se três a quatro vezes por semana por 20 a 30 minutos. Em atletas é possível exercitar-se em intensidade mais alta com segurança;
• os exercícios resistidos também devem ser moderados.
• evitar as contrações isométricas máximas;
• evitar exercícios em ambientes quentes e piscinas muito aquecidas;
• desde que se consuma uma quantidade adequada de calorias, exercício e amamentação são compatíveis;
• interromper imediatamente a prática esportiva se surgirem sintomas como dor abdominal, cólicas, sangramento vaginal, tontura, náusea ou vômito, palpitações e distúrbios visuais;
Durante o parto normal, a mulher relaxa alguns músculos e contrai outros — principalmente os abdominais. Para a criança nascer sem problemas, ela precisa coordenar esses movimentos. Os exercícios que aumentam as forças dos músculos abdominais ou diminuem a resistência dos músculos da pélvis (região inferior da barriga, por onde passa o bebê) reduzem o tempo e a dor do parto.
FORÇAS QUE EMPURRAM O BEBÊ PARA BAIXO:
Diafragma pélvico (são músculos que sustentam os órgãos, como bexiga, intestinos e útero)
Quando a mulher força o nascimento antes do organismo eliminar a sua resistência natural, a criança corre o risco de nascer com problemas como machucados na cabeça, e até mesmo sofrer hemorragia cerebral.
EXERCÍCIOS E GESTAÇÃO
Os exercícios são importantes porque facilitam o trabalho de parto, conservam o corpo da mulher, evitam dores nas costas, culotes, flacidez e melhoram a circulação. Quando a grávida pratica exercícios tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto.
Exercícios indicados são: caminhada sem muito esforço físico, hidroginástica, natação ebicicleta (ergométrica
Outros exercícios:
VASOCAPILAR
Excelente para a circulação. A mulher fica deitada, com pernas e braços para cima, e sacode as mãos, os braços, os pés e as pernas. Com o exercício, a placenta (fonte de alimentação e
oxigenação do feto) dificilmente envelhece. É um bom exercíciopara hipertensas, para evitar inchaço, varizes e hemorróidas.
CONTRAÇÃO DA PELVES
Essa atividade ajuda a posicionar o bebê corretamente. Com mãos e joelhos no chão, a gestante deve fazer o mesmo tipo de esforço que o exercício de cócoras.
CÓCORAS
Com ele, a mulher aprende a controlar o músculo da pélvis e obter o seu relaxamento na hora certa do parto. Nesta posição, a grávida deve contrair e relaxar a pélvis, como se estivesse segurando a urina. A atividade também permite que o feto deslize melhor no momento do nascimento.
SAPINHO

Bom para fortalecer os músculos abdominais e os da pélvis.Ajuda no controle das forças na hora
do parto.
MULHER X IDADE
Infelizmente, as perdas de músculo, osso, força e até de altura se acentuam com a idade. A regressão dos números se inicia aos 25 anos, quando a mulher começa a ter sua capacidade aeróbica reduzida de 1% a 2% a cada ano.
A ladeira tem sentido único, para baixo. Aos 35 anos, a mulher começa a perder de 140 a 170 gramas de massa muscular por ano.
Aos 45, na pré-menopausa, as alterações para pior se aceleram. Até a estatura se reduz (entre 0,3 e 0,4 centímetro ao ano).
Aos 55 anos, com a menopausa, é o ápice. Tudo muda. A perda óssea anual já é de até 2%.
A capacidade aeróbica começa a diminuir de 1% a 2% ao ano.
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS
Atividades aeróbicas, como corrida, natação e bicicleta, para melhorar o condicionamento cardiovascular.A partir dos 30 anos, começa-se a perder entre 140 e 170 gramas de massa muscular por ano. Sem praticar atividade de força até os 39 anos, a mulher terá perdido quase 2 quilos de músculo, que serão substituídos por gordura. O excesso de gordura retarda o metabolismo. Tem início a queda hormonal.
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS
Aqueles que exigem força muscular e um pouco de aeróbica.O ganho de peso pode chegar a 200 gramas por ano, pois queimam-se 120 calorias a menos por dia. A estatura diminui entre 0,3 e 0,4 centímetro ao ano. A circunferência abdominal cresce até 0,2% ao ano. A força muscular total do corpo começa a baixar entre 1% e 1,5% e a agilidade reduz-se 1%.
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS
As perdas são irreversíveis, mas podem ser minimizadas com exercícios que exigem força muscular. Quem não gosta de musculação tem as opções de ioga e pilates.Na menopausa, ocorrem as maiores mudanças físicas. A queda radical nos níveis de estrogênio e testosterona leva a uma perda anual de até 2% da massa óssea.
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS
Aeróbicos, para combater doenças cardiovasculares, e de força muscular com peso, para combater a osteoporose. Nessa idade, é recomendável acrescentar impacto aos exercícios, como dar pulinhos, para incrementar a densidade óssea.A capacidade respiratória diminui 40% e a massa muscular, 25%.
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS
Aqueles que trabalhem a flexibilidade, a postura, a estabilidade e a proteção contra quedas. Uma boa atividade é o tai chi chuan.
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