quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CLIMATÉRIO


O que é menopausa? O que é climatério?

As palavra menopausa e climatério têm sentidos diferentes, embora sejam utilizadas como sinônimos com freqüência.

A rigor, menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual.
Climatério é o período que abrange toda a fase em

que os hormônios produzidos pelos ovários(estrogênio e progesterona) vão progressivamente deixando de ser fabricados, incluindo-se, portanto, a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da vida da mulher.
Assim, a menopausa é um evento que acontece durante o climatério.

Nem a menopausa nem o climatério são doenças, mas ocorrências naturais ao longo da vida das mulheres.

Durante o climatério, a diminuição desses hormônios faz com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem completamente. Nessa fase de transição, ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que prejudicam a qualidade de vida da mulher.

Ao contrário do que muita gente pensa, essas alterações podem e devem ser tratadas.

Quando começa o climatério?

Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade, em média aos 50 anos. Por outro lado, os primeiros sinais do climatério, que são os ciclos menstruais irregulares, podem ocorrer vários anos antes da menopausa, ou seja, antes da última menstruação.

Atualmente, a expectativa de vida das mulheres se localiza na faixa dos 75 anos. Como a menopausa ocorre por volta dos 50 anos, as mulheres de hoje vivem em um estado de carência hormonal durante cerca de 25 anos, ou seja, um terço de suas vidas.


Sinais e sintomas do climatério (deficiência hormonal)

Durante o climatério, ocorrem sintomas desagradáveis, como os que seguem:

* Fogachos (ondas de calor) que, freqüente, estão associados a suores intensos e, às vezes, a tonturas e palpitações.
* Suores noturnos, que fazem a mulher acordar à noite, prejudicando-lhe o sono.
* Depressão e irritabilidade, que podem ser agravadas por problemas domésticos e no trabalho.
* Alterações nos órgãos sexuais, como por exemplo, coceira e secura vaginal, que causam dor e desconforto durante as relações sexuais.
* Diminuição do tamanho das mamas e perda de sua firmeza.
* Perda de elasticidade da pele, principalmente da face e a do pescoço.
* Além disso, a longo prazo, a falta de hormônios femininos leva a outras alterações que não causam sintomas imediatos, mas que têm conseqüências graves, a saber:
* Os ossos ficam mais porosos e frágeis (osteoporose), o que leva ao encurvamento da coluna (a chamada "corcunda da viúva") e ao aumento do risco de fraturas, principalmente nos quadris.
* Aumentam as gorduras que circulam no sangue e que se depositam na parede das artérias, levando à aterosclerose, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares como infartos, "derrames" cerebrais e hipertensão.


Quais os tratamentos para o climatério?

Todos os sintomas e as conseqüências da carência hormonal podem ser tratados, com a orientação médica, pela terapia de reposição hormonal, ou seja, a substituição dos hormônios, que antes eram produzidos pelos ovários, por hormônios administrados através da pele (adesivos transdérmicos), por via oral (comprimidos) e, mesmo, por injeções intramusculares ou por cremes vaginais.

A administração de hormônios em comprimidos por via oral é a forma mais antiga utilizada na prática clínica. Modernamente, vem-se utilizando a via transdérmica com a mesma finalidade.

Os sistemas transdérmicos são constituídos por adesivos colocados sobre a pele, que liberam diretamente para o sangue o estrogênio e o progestogênio, ou seja, os hormônios que deixaram de ser fabricados pelo ovário.
Como não há passagem inicial pelo fígado, as doses transdérmicas utilizadas são muito menores (12 vezes menor, no caso do estrogênio) do que quando se compara com as doses necessárias dos medicamentos orais. Além disso, os hormônios são liberados para a corrente sangüínea através da pele, de forma constante, gradual e uniforme, da mesma maneira como ocorre quando os ovário estão funcionando.
Por isso, esse método é considerado "fisiológico", pois se assemelha à fisiologia normal do ovário. Os sistemas de adesivos sã trocados só a cada 3 ou 4 dias, permitindo maior comodidade no tratamento.

Os cremes vaginais são muito úteis no tratamento dos sintomas locais (por exemplo, secura vaginal), mas não têm efeito no restante dos sintomas. Já os medicamentos injetáveis, praticamente não são mais utilizados.

A melhor forma de tratamento, no entanto, deve ser indicada pelo médico.

Nunca inicie um tratamento para o climatério ou qualquer outro tipo de tratamento, por indicação de amigas ou parentes.

A decisão final sobre o melhor tipo de tratamento depende sempre da opinião do médico.


Quais os resultados da terapia de reposição hormonal?

Depois de iniciado o tratamento com hormônios (terapia de reposição hormonal), as ondas de calor e os distúrbios do sono começam a diminuir, dentro de duas ou três semanas. Os sintomas vaginais adversos também diminuem e o envelhecimento da pele é retardado.

Quando a terapia de reposição hormonal se realiza no momento adequado, ela também pode prevenir o enfraquecimento dos ossos (osteoporose) e diminuir os riscos de infarto, pressão alta e "derrames" cerebrais.

A terapia de reposição hormonal "combinada" (que associa a administração de estrogênio com progestogênio), indicada para mulheres com útero intacto, pode causar um sangramento a cada ciclo, justamente por simular o funcionamento normal dos ovários.
Esse sangramento assemelha-se a uma pequena menstruação, prevenindo que o útero venha a desenvolver hiperplasia endometrial.

E lembre-se sempre de duas coisas importantes:

* O tratamento de reposição hormonal não faz crescer pelos, não engorda e não causa câncer.
* Para tratar os problemas de saúde procure sempre o seu médico!

Depressão em Mulheres




Duas vezes mais mulheres sofrem de depressão do que homens. Hormônios, sobrecarga de trabalho e abuso sexual estão entre os fatores que podem aumentar o risco de depressão na mulher.

Família. Carreira. Lidar com os períodos menstruais, gravidez e menopausa. Como mulher, você certamente tem muitas questões a lidar. Mas existe uma outra que você pode enfrentar e que pode ser especialmente desafiadora: A Depressão.

As mulheres têm duas vezes mais probabilidades que os homens para desenvolver depressão e desordens relacionadas à depressão. Como mulher, vários fatores aumentam o risco de depressão, inclusive:

* Sua biologia única
* Sua situação de vida
* Sua cultura

Explore mais sobre o que está atrás desta discrepância da depressão nos gêneros macho e fêmea.

Os fatores biológicos

O corpo feminino pode influenciar o desenvolvimento de depressão. Isto, porque os hormônios e fatores ovarianos biológicos relacionados podem afetar o humor por várias fases de sua vida.

Puberdade



Antes das meninas e meninos alcançarem a puberdade, eles têm taxas semelhantes de depressão. Depois de puberdade, no entanto, a discrepância de gênero em depressão e desordens relacionadas se pronuncia. E porque as meninas tipicamente alcançam a puberdade antes que os meninos, elas têm mais probabilidade de desenvolver depressão em uma idade menor do que os meninos.

Porque esta discrepância de gênero na depressão coincide com a puberdade e desaparece depois da menopausa, alguns pesquisadores dizem que os fatores hormonais aumentam o risco da mulher em desenvolver depressão. Por outro lado, a puberdade também é freqüentemente associada com outras mudanças que poderiam exercer um papel na depressão, incluindo:

* Sexualidade e questões de identidade
* Conflitos com os pais
* Evolução das expectativas sociais

Esses fatores poderiam interagir com mudanças hormonais durante a puberdade e resultar em um risco aumentado de depressão no meio de mulheres, especialmente em uma idade mais jovem.

Problemas Pré Menstruais

Você pode conhecer muito bem as mudanças físicas e emocionais que podem acontecer antes da menstruação, quando o abdômen incha, as mamas ficam mais sensíveis, pode ocorrer enxaqueca, ansiedade, irritabilidade e um anúncio de humor melancólico. Esses são os sintomas notórios de tensão pré-menstrual(TPM). Para a maioria de mulheres com TPM, os sintomas são secundários e de vida curta.

Mas uma porcentagem pequena delas, tem sintomas de humor tão severos e incapacitantes, que suas vidas, empregos e relacionamentos são interrompidos. Neste ponto, a TPM cruza a linha da desordem pré-menstrual, que pode exigir avaliação e tratamento psiquiátrico.

Embora a interação exata entre depressão e TPM permanece obscura, alguns pesquisadores dizem que aquelas mudanças cíclicas no estrogênio, progesterona e outros hormônios podem romper a função de substâncias químicas do cérebro como a serotonina, que controla o humor. Mesmo que tais mudanças hormonais aconteçam na maioria das mulheres, nem todas desenvolvem depressão. A predisposição genética ou outros fatores também podem influenciar o desenvolvimento de depressão.

Gravidez

Os homens podem desenvolver depressão quando sua companheira está grávida. Mas, em geral, isto ocorre mais com as mulheres.

Mudanças hormonais dramáticas acontecem neste período e elas podem afetar o humor, mas existem outros fatores que podem desencadear a depressão durante a gestação:

· Estilo de vida ou mudanças do trabalho

· Problemas de relacionamento

· Episódios prévios de depressão, depressão pós-parto ou desordem de pré-menstrual disfórica

· Mistura de sentimentos

· Aborto

· Infertilidade

· Gravidez não desejada

· Parar o uso de medicamentos antidepressivos

Depressão Pós-parto

Mais ou menos metade de novas mães encontram-se tristes, bravas, irritáveis e propensas a chorar logo após o parto. Essas sensações são normais e geralmente cessam dentro de uma semana ou duas.

Depressão Pós-parto
Mais ou menos metade de novas mães encontram-se tristes, bravas, irritáveis e propensas a chorar logo após o parto. Essas sensações são normais e geralmente cessam dentro de uma semana ou duas.
Mas casos mais sérios podem indicar depressão pós-parto, particularmente se os sintomas incluem:
• Incapacidade de gostar do bebê
• Pensamentos de prejudicar o bebê
• Ansiedade
• Auto-estima baixa
• Agitação
• Pensamentos de suicídio

A depressão pós-parto é uma condição médica séria exigindo pronto tratamento. Acredita-se que seja causada por flutuações hormonais que influenciam o humor, como também com uma predisposição subjacente à depressão.
Pré-menopausa e menopausa
O risco de depressão pode também aumentar durante a transição para a menopausa, uma fase chamada pré-menopausa, quando os níveis de hormônios flutuam irregularmente.
E o risco de depressão também pode aumentar na menopausa precoce ou depois de menopausa, quando os níveis de estrogênio estiverem significativamente reduzidos.
A maioria das mulheres com sintomas na menopausa desconfortável não desenvolvem depressão. Mas para mulheres cujo sono é interrompido por períodos longos de tempo ou que tem uma história de depressão, este é um tempo vulnerável. Também, a histerectomia com a remoção dos ovários pode levar a um início abrupto da menopausa com sintomas mais severos, incluindo mudanças de humor e às vezes depressão.

Dra. Elisabete F. Almeida
drabetty@lincx.com.br

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MENSTRUAÇÃO



O ciclo menstrual ocorre devido a alguns fatores controlados por determinados hormônios que possuem uma variação cíclica, cuja principal função é preparar o organismo para a gestação, controlando, principalmente, a ovulação e o aporte nutricional para o futuro embrião.
Os hormônios em questão são:
* FSH (hormônio folículo estimulante): produzido e liberado por uma glândula situada na base do cérebro, a adeno-hipófise, o FSH tem como principal função iniciar o amadurecimento dos óvulos no ovário;

* LH (hormônio luteinizante): também produzido e liberado pela adeno-hipófise, este hormônio visa terminar o amadurecimento do óvulo e estimular sua liberação para o útero;
Durante o amadurecimento do óvulo, as células próximas a ele passam a produzir:

* Estrogênio: hormônio que, durante a adolescência é responsável pelos caracteres sexuais femininos como desenvolvimento das mamas e de alguns tecidos adiposos, amadurecimento dos órgãos sexuais, etc, passa e ser responsável pelo início da formação do endométrio; * Progesterona: também responsável, durante a adolescência, pelo surgimento dos caracteres sexuais femininos, mas que, durante o ciclo menstrual, conclui o desenvolvimento do endométrio.
As células ovarianas que estavam próximas aos óvulos em desenvolvimento, quando não há a fecundação, perdem sua função secretora de estrogênio e progesterona cerca de 8-10 dias após a ovulação. Com a queda destes hormônios, bloqueia-se a irrigação sangüínea do endométrio levando à morte do mesmo e sua posterior expulsão por meio das contrações uterinas, ocasionando a menstruação.
Freqüentemente a mulher é afetada por modificações de humor, desejo por determinados alimentos e ansiedade, caracterizando a Síndrome ou Tensão Pré Menstrual (TPM). Entre 40% e 90% das mulheres experimentam a TPM em bases regulares, sendo a maioria na idade entre 30 e 40 anos. Durante anos diziam às mulheres que tudo não passava de coisas de suas cabeças. Pesquisas atuais mostram, entretanto, que existem bases fisiológicas para a TPM. É como se a TPM resultasse de um complexo de fatores, incluindo desequilíbrios hormonais, retenção de líquidos e sódio, alterações em neurotransmissores e prostaglandinas, baixa glicemia e nutrição inadequada ou excessiva.
O ciclo menstrual é dividido em fases. Segundo BÕCKLER (apud Weineck, 2000) um ciclo de 28 dias é dividido da seguinte maneira: Fase da menstruação ou fluxo (1º ao 4º dia). Fase pós-menstrual (5º ao 11º dia). Fase intermenstrual (12º ao 22º dia). Fase pré-menstrual (23º ao 28º dia). Ele afirma que a performance pode variar de acordo com as fases do ciclo menstrual.
Na Fase Pré-Menstrual, devido à influência de um aumento nos níveis de progesterona, o desempenho pode sofrer uma redução. Já na Fase Pós-Menstrual, graças à crescente taxa de estrogênio e maior secreção de noradrenalina, observa-se uma melhora significativa na performance.
No período pré-menstrual há redução na capacidade de concentração, fadiga muscular e nervosa mais rápida (KEUL et al 1974). Assim como acontece com as fundistas o rendimento no treinamento de força é diferente nas diversas fases do ciclo menstrual. Na fase estrogênica (pós-menstrual) o rendimento é melhor que na progestogênica (pré-menstrual) na qual, as atletas ficam irritadas e menos pacientes com os treinos (LEBRUN, 1995).
A maioria dos estudos relata uma melhor performance na fase pós-menstrual, e uma redução acontecendo na fase pré-menstrual, não esquecendo que as funções fisiológicas e a especialização desportiva são altamente individuais. Os treinadores que conhecem e aceitam essa hipótese, planejam os treinos respeitando as mudanças que ocorrem durante o ciclo menstrual. A determinação das mudanças e em que fase do ciclo isso acontece, são de grande valia para a classe desportiva, no qual os treinadores adaptariam os treinos de forma a minimizar os prejuízos e maximizar os ganhos durante o planejamento. Podendo até agendar as competições para que coincidam com o período de melhor performance.
Os hormônios sexuais são as principais substâncias responsáveis pelas diferenças existentes entre homens e mulheres.

Em homens, o principal hormônio sexual é a testosterona e, em mulheres são o estrogênio e a progesterona.
A partir das funções realizadas por esses hormônios, podemos explicar o porquê de tanta diferença na performance esportiva existente entre homens e mulheres.

A testosterona possui grande poder de estimular o crescimento de massa muscular (hipertrofia) e, conseqüentemente de força e de explosão, justificando, deste modo, a vantagem, a favor dos homens, em provas como 100m rasos, arremesso de peso, saltos, etc.
Entretanto, ao compararmos os sexos em provas cada vez mais longas, a diferença na performance torna-se menos evidente, tanto que já se sabe que em corridas acima de 60km as mulheres tem um maior rendimento do que os homens, podendo ser justificado da seguinte forma: o organismo utiliza carboidratos e gorduras durante a atividade física, porém, quanto mais prolongada for a atividade, mais gordura e menos carboidratos serão utilizados.

GESTAÇÃO



A gestação se refere ao estado resultante da fecundação de um óvulo pelo espermatozóide, envolvendo também o subseqüente desenvolvimento, no útero, do feto que foi gerado pela fecundação, encerrando-se na expulsão, chamada de "parto" ou "nascimento".
Praticamente todas as mulheres grávidas experimentam algum desconforto musculoesquelético durante a gravidez. Estima-se que cerca de 25% delas apresentem ao menos sintomas temporários. As mulheres grávidas apresentam um risco aumentado de queixas musculoesqueléticas, principalmente lombalgia.
A mudança do centro de gravidade, a rotação anterior da pelve, o aumento da lordose lombar e o aumento da elasticidade ligamentar são os principais responsáveis pelos sintomas.
Já foi demonstrado que um programa de exercícios executado três vezes por semana durante a segunda metade da gravidez parece colaborar na redução da intensidade das dores lombares, aumentando também a flexibilidade da coluna.
As mulheres sedentárias apresentam um considerável declínio do condicionamento físico durante a gravidez. Além disto, a falta de atividade física regular é um dos fatores associados a uma sensibilidade maior a doenças durante e após a gestação.
Há um consenso geral na literatura científica de que a manutenção de exercícios de intensidade moderada durante uma gravidez não-complicada proporciona inúmeros benefícios para a saúde da mulher. Apesar de ainda existirem poucos estudos nesta área, exercícios resistidos de intensidade leve a moderada podem promover melhora na resistência e flexibilidade muscular, sem aumento no risco de lesões, complicações na gestação ou relativas ao peso do feto ao nascer.
Conseqüentemente, a mulher passa a suportar melhor o aumento de peso e atenua as alterações posturais decorrentes desse período.
Todas as mulheres que não apresentam contra-indicações devem ser incentivadas a realizar atividades aeróbias, de resistência muscular e alongamento. As mulheres devem escolher atividades que apresentem pouco risco de perda de equilíbrio e de traumas. O trauma direto ao feto é raro, mas é prudente evitar esportes de contato ou com alto risco de colisão. Deve-se tomar o cuidado de não se exercitar vigorosamente em climas muito quentes e de prover a hidratação adequada, de modo a não prejudicar a termorregulação da mãe.


Com base em pesquisas na área de exercício e gravidez, o Sports Medicine Austrália elaborou as seguintes recomendações:
• em grávidas já ativas, manter os exercícios aeróbios em intensidade moderada durante a gravidez;
• evitar treinos em freqüência cardíaca acima de 140 bpm.
• exercitar-se três a quatro vezes por semana por 20 a 30 minutos. Em atletas é possível exercitar-se em intensidade mais alta com segurança;
• os exercícios resistidos também devem ser moderados.
• evitar as contrações isométricas máximas;
• evitar exercícios em ambientes quentes e piscinas muito aquecidas;
• desde que se consuma uma quantidade adequada de calorias, exercício e amamentação são compatíveis;
• interromper imediatamente a prática esportiva se surgirem sintomas como dor abdominal, cólicas, sangramento vaginal, tontura, náusea ou vômito, palpitações e distúrbios visuais;

Durante o parto normal, a mulher relaxa alguns músculos e contrai outros — principalmente os abdominais. Para a criança nascer sem problemas, ela precisa coordenar esses movimentos. Os exercícios que aumentam as forças dos músculos abdominais ou diminuem a resistência dos músculos da pélvis (região inferior da barriga, por onde passa o bebê) reduzem o tempo e a dor do parto.


FORÇAS QUE EMPURRAM O BEBÊ PARA BAIXO:

No processo do parto, o corpo da mulher produz a substância ocitocina, que estimula as contrações do útero e a expulsão do bebê. Mais um artifício para o parto acontecer com perfeição.

Cólo do útero
Diafragma pélvico (são músculos que sustentam os órgãos, como bexiga, intestinos e útero)

Quando a mulher força o nascimento antes do organismo eliminar a sua resistência natural, a criança corre o risco de nascer com problemas como machucados na cabeça, e até mesmo sofrer hemorragia cerebral.

EXERCÍCIOS E GESTAÇÃO

Os exercícios são importantes porque facilitam o trabalho de parto, conservam o corpo da mulher, evitam dores nas costas, culotes, flacidez e melhoram a circulação. Quando a grávida pratica exercícios tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto.
Exercícios indicados são: caminhada sem muito esforço físico, hidroginástica, natação e bicicleta (ergométrica

Outros exercícios:

VASOCAPILAR



Excelente para a circulação. A mulher fica deitada, com pernas e braços para cima, e sacode as mãos, os braços, os pés e as pernas. Com o exercício, a placenta (fonte de alimentação e
oxigenação do feto) dificilmente envelhece. É um bom exercício para hipertensas, para evitar inchaço, varizes e hemorróidas.

CONTRAÇÃO DA PELVES


Essa atividade ajuda a posicionar o bebê corretamente. Com mãos e joelhos no chão, a gestante deve fazer o mesmo tipo de esforço que o exercício de cócoras.

CÓCORAS




Com ele, a mulher aprende a controlar o músculo da pélvis e obter o seu relaxamento na hora certa do parto. Nesta posição, a grávida deve contrair e relaxar a pélvis, como se estivesse segurando a urina. A atividade também permite que o feto deslize melhor no momento do nascimento.

SAPINHO




Bom para fortalecer os músculos abdominais e os da pélvis.Ajuda no controle das forças na hora
do parto.

MULHER X IDADE




Infelizmente, as perdas de músculo, osso, força e até de altura se acentuam com a idade. A regressão dos números se inicia aos 25 anos, quando a mulher começa a ter sua capacidade aeróbica reduzida de 1% a 2% a cada ano.
A ladeira tem sentido único, para baixo. Aos 35 anos, a mulher começa a perder de 140 a 170 gramas de massa muscular por ano.
Aos 45, na pré-menopausa, as alterações para pior se aceleram. Até a estatura se reduz (entre 0,3 e 0,4 centímetro ao ano).
Aos 55 anos, com a menopausa, é o ápice. Tudo muda. A perda óssea anual já é de até 2%.


OQUE ACONTECE AOS 25 ANOS:




A capacidade aeróbica começa a diminuir de 1% a 2% ao ano.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Atividades aeróbicas, como corrida, natação e bicicleta, para melhorar o condicionamento cardiovascular.

AOS 35 ANOS



A partir dos 30 anos, começa-se a perder entre 140 e 170 gramas de massa muscular por ano. Sem praticar atividade de força até os 39 anos, a mulher terá perdido quase 2 quilos de músculo, que serão substituídos por gordura. O excesso de gordura retarda o metabolismo. Tem início a queda hormonal.
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Aqueles que exigem força muscular e um pouco de aeróbica.



AOS 45 ANOS



O ganho de peso pode chegar a 200 gramas por ano, pois queimam-se 120 calorias a menos por dia. A estatura diminui entre 0,3 e 0,4 centímetro ao ano. A circunferência abdominal cresce até 0,2% ao ano. A força muscular total do corpo começa a baixar entre 1% e 1,5% e a agilidade reduz-se 1%.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

As perdas são irreversíveis, mas podem ser minimizadas com exercícios que exigem força muscular. Quem não gosta de musculação tem as opções de ioga e pilates.


55 ANOS



Na menopausa, ocorrem as maiores mudanças físicas. A queda radical nos níveis de estrogênio e testosterona leva a uma perda anual de até 2% da massa óssea.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Aeróbicos, para combater doenças cardiovasculares, e de força muscular com peso, para combater a osteoporose. Nessa idade, é recomendável acrescentar impacto aos exercícios, como dar pulinhos, para incrementar a densidade óssea.

65 ANOS



A capacidade respiratória diminui 40% e a massa muscular, 25%.

EXERCÍCIOS RECOMENDADOS

Aqueles que trabalhem a flexibilidade, a postura, a estabilidade e a proteção contra quedas. Uma boa atividade é o tai chi chuan.










segunda-feira, 16 de novembro de 2009

INDÚSTRIA DA BELEZA



INDÚSTRIA DA BELEZA


Todos os dias, mas todos os dias mesmo, me apanho falando sozinho. Não estou deprimido e muito menos triste. Simplesmente me isolo ao perceber-me incapaz de entender as pessoas.
Não que elas sejam inaceitáveis, mas seguem uma escala de valores que eu não consigo compreender. Dão muito mais valor ao consumo do que ao ser humano correto e cordato, às belezas que não custam nada. Se apegam às aparências artificiais, moldadas por acessórios perfeitamente descartáveis. Miram-se no exemplo da propaganda incisiva da TV, do cinema e da Internet e se esquecem que a verdadeira beleza está na simplicidade, no comportamento, no sorriso sincero, na suavidade da alma.
Assim resta-me falar com coisas, com o que percebo estar à minha volta. Passo horas em intermináveis monólogos, conversando com personagens de livros, metendo-me nas obras que se fora um personagem.
Hoje todos querem ser lindos, como certas celebridades plastificadas, siliconizadas e maquiadas da cabeça aos pés. Será que isso tem alguma valia para a felicidade? Não sei. Mas não é o que vejo nos noticiários diários que leio sem querer.
A partir do momento em que a indústria da beleza criou estereótipos conforme sua ganância por lucros cada vez maiores, as pessoas, homens ou mulheres, deixaram de lado a autenticidade e a tão alcançável felicidade para seguirem os ditames impostos pelo capitalismo da beleza. É uma pena! Tantas mulheres e homens que poderiam ser bonitos se fossem mais naturais, se estragam com imagens construídas, passageiras, muitas vezes alcançadas a um preço muito alto, tanto financeiro quanto moral, quando algo sai errado.

Eu, que não sou nenhum jovem, ainda me lembro do tempo das pessoas que assumiam sua aparência e não se consumiam no desespero de alcançar equiparações a astros e estrelas. Mas isso faz um pouquinho de tempo e creio que a indústria ganhou mais essa luta, assim como a indústria do tabaco, que guerreou por mais de sessenta anos com a medicina, ganhando quase todas as batalhas, até que a vitória, mesmo que parcial, mas muito satisfatória, acabou prevalecendo para o lado sensato da ciência.
Resumindo: continuo falando sozinho, inventando músicas, falando com besouros, sapos e lagartixas e até mesmo com algumas aranhas que encontro de vez em quando. Só não falo com baratas porque morro de medo delas e dificilmente as encontro no local onde moro.
Que não sou bonito, todos já viram. Mas a minha felicidade não seria maior se o fosse. Falo isso porque vejo pessoas lindas, bem sucedidas em tudo, matando-se com drogas, álcool, estresse e até mesmo por suicídio.

Cairbar Garcia Rodrigues, 28/10/2008
http://www.textolivre.com.br/livre/10908-a-industria-da-beleza-prosa

PADRÃO DE BELEZA FEMININO



A moda é efêmera, ou seja, transitória. E assim como a moda, os conceitos de beleza também possuem essa característica, ou seja, o que se considera atraente em uma mulher, não dura para sempre. Tudo depende da moda dominante, da cultura de determinada época, da etnia e das diferentes percepções de quem analisa.
As tendências se modificam com extrema velocidade e isso implica em adequações tanto no modo de vestir como também na beleza. Basta atentarmos para os outdoors que, pronto! A cor das belas madeixas da garota-propaganda já mudou, a chapinha saiu de cena e deu lugar a cachos fartos, e as unhas também foram renovadas com novas tonalidades.
Verifica-se que o padrão de beleza mudou muito nos últimos tempos. Na época da Renascença o padrão GORDINHA era sinônimo de beleza pois demonstrava que a família da referida mulher era abastada.
Na Idade Média, a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma época de matanças ocorridas nas cruzadas, trazia uma mulher de quadril largo e ventre avolumado.
Foi somente na década de 20 que a possibilidade de outros padrões de beleza foi real. Veio então, o padrão clássico muito bem representado por um mito do cinema:
GRETA GARBO, com suas sobrancelhas finíssimas.



Mas, outro tipo de beleza continuava a despertar paixões e outros sentimentos nos homens de todo o mundo era a beleza agressiva, sensual como a de Edna Purviance. Depois, veio o tipo misterioso e sensual de Rita Hayworth e a beleza agressiva, alegre e muito sensual também de SOFIA LOREN.
No final dos anos 50 surgiram outras mulheres que representaram essa beleza agressiva.




MARLYN MONROE marcou os anos 50 com suas curvas acentuadas e coxas fartas. A francesa Brigitte Bardot foi o grande padrão de beleza dos anos 60 e 70. Esta, também era formosa com suas curvas e lábios carnudos e consolidou o legado de Monroe.



Já, no final dos anos 60 outro padrão de beleza sensual, agressiva: RAQUEL WELCH, conhecida pelo seu corpo sarado.



Inaugurando a era das tops surge Cindy Crawford. Na década de 90, é a vez de Kate Moss reformular o conceito de sex appeal e, andrógina, deixa personifica uma beleza totalmente avessa aos moldes anteriores.O Padrão de beleza feminino brasileiro mudou muito, hoje em dia homens até mesmo de décadas passadas que admiravam mulheres como sofia loren, admiram hoje mulheres com nomes de frutas.

Todas essas mulheres são sinônimos de beleza, impostos pelo cinema e pela moda no mundo todo e no Brasil. Umas mais magras, outras mais voluptuosas. Não podemos esquecer ainda Linda Evangelista, Cameron Diaz, GISELE BUNDCHEN, Jessica Biel, Alessandra Ambrósio e tantas outras.



Mas, a realidade atual é que a beleza, assim como a moda, está relacionada a padrões de magreza impostos pela indústria da moda, a fim de atender as necessidades do fashion business por valorizar a roupa e, por consequência, vender mais. A top Gisele Bündchen ilustra essa realidade. Ela, com 52kg e 1.80m, apesar de apresentar cor e saúde está longe de Cindy Crawford, top dos anos 80 que pesava 57kg e media 1.77m de altura. Entre outras coisas os padrões foram de um corpo curvilíneo para um arquétipo mais andrógeno, isso sem falar no aumento expressivo do número de artigos sobre dietas presentes nas revistas femininas mais lidas em todo o mundo.

Como conseqüência desse novo padrão de beleza, uma ânsia pela busca do corpo perfeito tem levado muitas mulheres a tomar atitudes de auto-destruição. Além das cirurgias plásticas realizadas sem qualquer motivo óbvio, meninas estão desenvolvendo cada vez mais cedo doenças como aneroxia e bulimia. Este é um problema vivenciado desde a década de 80 com as grandes tops que imprimiram uma imagem de magreza cada vez mais acentuada. Blogs e sites dão dicas de como ficar mais magras. As meninas se comunicam através desses ou de outros sites como os de relacionamento incentivando uma a outra a comer cada vez menos.

Para não ir tão ao extremo, existe o grupo de mulheres que parte para as mais variadas dietas e exercícios físicos. As academias e os personal trainers nunca foram tão procurados, bem como o as vendas de DVDs contendo atividades físicas e aparelhos diversos cresceram. Chega ao ponto de ser contraditório em uma sociedade onde o alimento de alta caloria e o sedentarismo prevalecem; e onde milhares de pessoas passam fome por ausência de dinheiro e condições dignas de sobrevivência.

Se correr atrás de medidas ínfimas é uma tarefa difícil e arriscada, o melhor a fazer é procurar a beleza particular que existe em cada uma de nós. Ao invés de se envergonhar, a apresentadora Angélica fez de sua pintinha uma marca registrada, exigindo que a mesma fosse incluída em sua boneca. De estigma a trunfo, Angélica soube como lidar com sua peculiaridade.

Deixando um pouco a questão saúde de lado, a questão que permanece é: existe realmente um padrão de beleza? A resposta paira no ar. Contudo, uma afirmação pode ser feita: Segundo pesquisas realizadas por psicólogos evolucionistas, apesar da variação das descrições de beleza, a marca de fertilidade, do belo e da saúde, a cintura fina, sempre foi um símbolo imutável de beleza e feminilidade que perdurou por séculos.

Para finalizar, é importante destacar que a beleza também está ligada a auto-aceitação: Portanto, valorize seus pontos fortes, melhore o que é possível melhorar dentro das suas condições físicas, psicológicas e materiais, afinal, a beleza quem faz somos nós!

http://padrao.debeleza.com.br/post/34-os-padroes-de-beleza-impostos-pelo-cinema-e-pela-moda/

sábado, 17 de outubro de 2009

MUSCULAÇÃO X GRAVIDEZ


Muitas mulheres sentem dúvidas quanto à prática da musculação durante a gravidez. O que pode e o que não pode, desde quando e até quando pode, e assim por diante. A consultora esportiva Stella Krieger esclareceu algumas questões sobre o assunto. Profunda conhecedora do tema, Stella desenvolveu um programa especial para gestantes em seu estúdio de fitness Body Expression. O Body Life visa o conforto da mãe e do bebê para um parto mais tranqüilo além de trabalhar o pós-parto como a adaptação da mulher a uma nova vida.

Desde que liberada pelo médico, a grávida pode sim praticar musculação. Mas alguns pontos devem ser observados com importância. Em primeiro lugar é interessante que a gestante alie, à musculação, exercícios aeróbicos e também de alongamento. Assim o plano se torna completo, trabalha o muscular e o cardiovascular. Além disso, o profissional escolhido deve ter conhecimentos para notar possíveis alterações na gestante como, por exemplo, o aumento da temperatura corporal que, conseqüentemente, aumenta a temperatura do feto. Isso se chama hipertermia.

“Nesta fase especial para a mulher, a preocupação maior passa a ser o bem-estar da mãe e do bebê. Tudo deve ser feito com muita segurança, com muita atenção às diferenças metabólicas e cardiovasculares da grávida. A utilização de um freqüencímetro (aparelho que mede a freqüência cardíaca), por exemplo, é extremamente aconselhável”, comentou Stella.

A consultora indica a prática a partir do terceiro mês de gestação já que neste período o bebê está se fixando no útero e a mãe ainda se adapta a esta nova fase. Caso se sinta disposta e com vontade, ela pode prosseguir com os exercícios até o final da gravidez. “A musculação auxilia no fortalecimento muscular dos membros inferiores. Isso ajudará a mulher a sustentar o peso da gravidez. Além disso, fortalecer os músculos superiores e do tronco ajuda a carregar o bebê que aumenta, a cada dia, seu tamanho”, comenta Stella.

Stella enfatiza a importância de se exercitar. “Mulheres fisicamente ativas durante a gravidez têm um parto mais tranqüilo e saudável além de mais facilidade para aprimorar sua condição física após o nascimento do bebê. Ambos saem ganhando”, diz. A atividade física ajuda na formação de uma imagem corporal positiva e proporciona melhora na auto-estima e na qualidade de vida. Além destes benefícios, evita o ganho excessivo de peso, reduz o estresse cardiovascular, estimula a boa postura, previne a diabete gestacional e auxilia no trabalho de parto.

Outra dúvida comum está voltada para os exercícios abdominais. E Stella aconselha. “O fortalecimento dos músculos abdominais tem sido recomendado para ajudar na fase de expulsão do bebê e na manutenção postural. As repetições devem ser feitas de uma forma segura e confortável. O uso da prancha abdominal com sua inclinação elevada facilita”, comenta.

Não custa lembrar novamente que é indispensável consultar o médico obstetra para que ele libere a prática de musculação. Somente o médico pode examinar e constatar todas as condições físicas da gestante. Existem casos onde a execução de qualquer atividade física é desaconselhável.

ROTINA AO LONGO DA GRAVIDEZ

Mesmo que você seja bem ativa antes da gravidez, seu corpo naturalmente terá a tendência de diminuir o ritmo, para acomodar o útero em crescimento.

É especialmente importante durante o primeiro trimestre que você evite elevar demais a temperatura do corpo. Passado esse período, você também vai precisar eliminar exercícios que sejam feitos no chão (de costas) ou em que você fique de pé por muito tempo -- ambos podem reduzir o fluxo de sangue para o bebê.

QUAIS OS MELHORES EXERCÍCIOS PARA MULHERES GRÁVIDAS


Caminhadas, corridas leves, natação, hidroginástica e bicicleta ergométrica são considerados exercícios seguros na gestação. Ioga e pilates também são bons exercícios, mas não se esqueça de se certificar de que seu professor tenha experiência em lidar com grávidas.

QUANDO A GESTANTE PODE FAZER EXERCÍCOS FÍSICOS

Se você está bem de saúde, em ótima forma física e se sente disposta, mantenha sua rotina. De acordo com um estudo da revista científica American Journal of Obstetrics and Gynecology, mulheres ativas e saudáveis que se exercitam antes da gestação podem continuar a fazê-lo durante toda a gravidez sem risco à saúde ou ao desenvolvimento do bebê.

E segundo uma outra pesquisa, da Universidade de Oslo, mulheres que praticavam exercícios de alto ou médio impacto seis vezes por semana não tiveram diferença no tempo de trabalho de parto, no ganho de peso na gestação ou no peso do bebê ao nascer.

É importante lembrar, contudo, que você deve conversar com seu médico sobre o tipo de exercício que pretende fazer.

EXERCÍCIOS FÍSICOS QUANDO É CONTRA INDICADO PARA GESTANTES


Algumas mulheres precisam de mais cuidados para fazer exercícios. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer atividade se você:

• teve algum ameaço de aborto espontâneo
• teve um bebê prematuro no passado
• sabe que corre risco de um trabalho de parto prematuro desta vez
• sabe que sua placenta está baixa
• teve sangramento forte
• teve problemas na coluna lombar ou nas articulações do quadril
• apresenta alguma doença pré-existente
• apresenta quadro de pressão arterial muito alta
• sabe que vai ter mais de um bebê

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

GESTAÇÃO X EXERCÍCIOS FÍSICOS


Historicamente, as recomendações de exercício físico para gestantes variaram de acordo com os contextos sócio culturais vigentes, inclusive existindo períodos em que havia contra-indicações para a atividade física. No início do século XX começaram a ser desenvolvidos os programas de assistência pré-natal com o intuito de romper o ciclo vicioso medo-tensão-dor, incluindo a atividade física, porém sem um embasamento científico.
As questões éticas quanto a pesquisas em humanos dificultaram a padronização da prescrição do exercício em gestantes até os dias de hoje. Pesquisas científicas desenvolvidas em animais demonstraram a diminuição do fluxo sanguíneo placentário e o aumento das temperaturas materna e fetal de acordo com a intensidade e a duração do exercício físico. A elevação excessiva da temperatura materna e fetal está relacionada com a indução de defeitos no tubo neural nestes estudos.
A atividade física na gestação é recomendada na total ausência de qualquer anormalidade, mediante avaliação médica especializada. As contra-indicações absolutas são o sangramento uterino de qualquer causa, a placentação
baixa, o trabalho de parto pré-termo, o retardo de crescimento
intra-uterino, os sinais de insuficiência placentária,a roptura prematura de membranas e a incompetência istmocervical.
Durante uma gestação normal, quem já praticava exercícios pode continuar a fazê-lo, adequando a prescriçãoà gestação.
Os objetivos da prática de atividade física em gestantes são a manutenção da aptidão física e da saúde, a diminuição de sintomas gravídicos, o melhor controle ponderal, a diminuição da tensão no parto, e uma melhor recuperação no pós-parto
Outros benefícios da atividade física na gestação são oauxílio no retorno venoso prevenindo o aparecimento de varizes de membros inferiores e a melhora nas condições de irrigação da placenta.Como em qualquer outro grupo de indivíduos ao qual se vai recomendar atividade física regular, a prescrição de exercícios para mulheres deve considerar condicionamento cardiorrespiratório, endurance e força musculares, composição corporal e flexibilidade.
Uma adequada prescrição de exercícios para mulheres deve ser capaz de reduzir os efeitos deletérios do sedentarismo.
Para assegurar a melhor relação risco/benefício a prática regular de exercícios deve obedecer a determinados fundamentos.
Modalidade, duração, freqüência, intensidade e modo de progressão são os principais parâmetros a serem observados. A clássica recomendação de realizar exercícios aeróbicos durante 30 minutos, três vezes por semana, em intensidade
moderada tem sido debatida intensamente nos últimos
anos.
O “Posicionamento Oficial da SBME: Atividade Física e Saúde” enfatiza que “existe uma forte relação dose-resposta entre o nível de aptidão física e seu efeito protetor,com o risco de adquirir doença diminuindo à medida que a atividade física aumenta”.
Resultados expressivos podem ser atingidos tanto através de atividades programadas (por exemplo: caminhar, nadar, pedalar, hidroginástica) como também através de atividades do cotidiano e de lazer, como subir escadas, cuidar de
afazeres domésticos, cuidar do jardim, dançar, etc.
Um programa ideal deve ser realizado na maior parte dos dias da semana, com a duração das sessões variando entre 30 e 90 minutos, de forma contínua ou não. É importante fazer com que o hábito de se exercitar se transforme em algo tão natural como, por exemplo, cuidar da própria higiene.
Exercícios de alongamento e de mobilidade articular, além da atividade principal em menor intensidade, compõem uma adequada fase de aquecimento que é importante
por reduzir a incidência de lesões e aumentar o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética.
Sempre se recomenda a realização de exercícios de alongamento acompanhando as sessões de exercícios aeróbicos e de força.
Na gestação, devem-se preferir os exercícios de menor impacto devido às alterações articulares próprias desta fase.
A intensidade adequada deve ser igual ou inferior a 50% do VO2máx ou da FC de reserva. A duração em atividades aeróbicas deve ser de 30 minutos ou mais e a freqüência mínima de três vezes por semana, levando-se em consideração
o grau de aptidão prévio.Exercícios de flexibilidade são particularmente úteis na
gestação para equilibrar a musculatura dorso-lombar, abdominal e de assoalho pélvico, que estão em geral contraídos pela postura gravídica.
Exercícios respiratórios também são importantes por favorecerem a conscientização corporal e promoverem as trocas gasosas. Estes são úteis ainda para o relaxamento e para o auxílio no trabalho de parto.
A segurança para a mãe e o feto deve ser a principal preocupação, especialmente nas questões referentes à adequada hidratação e a realização de exercícios em condições favoráveis de temperatura.
Os exercícios no período pós-parto, não existindo complicações, iniciam-se 30 dias após o parto normal e 45 dias após a cesariana, aplicando-se os mesmos princípios utilizados para a prescrição de exercícios na população em geral.
O retorno às condições pré-gestacionais, especialmente em atletas, dependerá do grau de aptidão que a mulher mantiver durante a gestação.
Possíveis influências do exercício na fase de amamentação foram avaliadas em um ensaio randomizado que analisou os efeitos de atividades aeróbias realizadas a 60-70% da FC de reserva, durante 45 minutos, cinco vezes por semana, não se observando nenhuma diferença significativa no volume e na composição do leite materno após 12 semanas.
A única diferença significativa observada neste estudo foi um aumento de 25% no VO2máx do grupo ativo.
Conclui-se, portanto, que o exercício físico é seguro para o lactente e eficaz para a mãe no período pós-parto.

AMENORRÉIA


As amenorréias são sempre classificadas como primárias ou secundárias, independente do fator etiológico. Ocorrem as primárias na ausência de menstruação após os 14 anos de idade em meninas que não apresentam caracteres sexuais secundários ou, após os 16, independente de outros sinais ou sintomas. A prevalência geral fica em torno de 2% a 5%, enquanto nas atletas há uma ampla variação
entre 3,4% e 66%..A fisiopatologia da amenorréia relacionada ao exercício
físico não está completamente esclarecida. As hipóteses mais fortes, no entanto, são de que as endorfinas produzidas durante a atividade física e a manutenção de seus níveis aumentados com o treinamento diário possam inibir a
produção do hormônio liberador das gonadotrofinas (GnRH) pelo hipotálamo e, com isso, inibir todo o eixo hormonal feminino (hipotálamo-hipófise-ovário-útero).
A outra hipótese – e provavelmente as duas coexistem – é de que as endorfinas diminuiriam a produção de dopamina no núcleo arqueado hipotalâmico. Sendo a dopamina um fator inibitório da prolactina, esta teria seus níveis séricos aumentados, assim, ela seria também capaz de diminuir a produção de GnRH.
A amenorréia gerada pelo exercício é um diagnóstico de exclusão que só poderá ser feito depois que a história clínica, o exame físico e provas complementares, em conjunto descartem outras causas.

EXERCÍCIO, NÍVEIS HORMONAIS E REPERCUSSÕES SISTÊMICAS

O exercício físico regular, realizado de maneira correta e associado a ingestão alimentar adequada, não interfere na função hormonal, se constituindo num importante instrumento para ganho de massa óssea, capaz de fazer, a partir
da adolescência, a prevenção primária da osteoporose pós-menopáusica.
As diferentes fases do ciclo menstrual parecem não interferir no desempenho.
Alguns trabalhos sugerem também o alívio de sintomas pré-menstruais em mulheres
que se exercitam regularmente.
A chamada tríade da mulher atleta é uma síndrome que ocorre não somente em mulheres que participam de exercícios de caráter competitivo, mas acomete de modo cada vez mais freqüente adolescentes e mulheres praticantes de atividade física de caráter recreacional. Os seus componentes são: distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.
Esta síndrome é freqüentemente negada, não diagnosticada e subnotificada. Por trás dos sinais e sintomas está a pressão interna e externa para se tentar atingir e manter

um peso corporal e um percentual de gordura exageradamente baixos. Desta forma, no plano não-desportivo verifica-se com freqüência a pressão social pela adoção de
padrões estéticos que divergem das características naturais individuais. No plano desportivo, as atletas de maior risco são aquelas que participam ou de esportes que valorizam a manutenção de um baixo peso corporal, como ginástica,
patinação artística, saltos ornamentais e dança, ou de modalidades
de endurance, como corrida de longa distância e ciclismo.
É fundamental um maior conhecimento dos achados e das conseqüências dessa tríade por parte de médicos, atletas, pais, técnicos e dirigentes desportivos para uma prevenção precoce e um tratamento eficaz.

Os distúrbios alimentares podem ter apresentações diversas, como restrição da ingestão de alimentos, anorexia, bulimia e outras.
Tais distúrbios podem ser causas de alterações metabólicas importantes, principalmente se associados a um treinamento físico inadequado.

ASPECTOS DA FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO NA MULHER

Existem diferenças entre os sexos quanto à fisiologia do exercício, mesmo antes da puberdade, que aumentam durante a adolescência e a vida adulta. Estas ocorrem fundamentalmente em função de tamanho e composição corporal.
Mais especificamente, os homens possuem maior massa muscular em termos absolutos e relativos (por peso corporal total), enquanto que mulheres possuem maior percentual de gordura corporal, o que resulta numa menor eficiência termorregulatória nos exercícios em ambientes quentes. Apesar da composição de fibras musculares ser
semelhante em homens e mulheres, o volume de cada fibra, seja do tipo I ou II, é maior nos homens. Estas características conferem maior potência e endurance muscular aos homens.
Durante exercícios aeróbicos observa-se menor consumo máximo de oxigênio em mulheres em comparação com os homens, sendo que o principal mecanismo hemodinâmico envolvido é o menor débito cardíaco decorrente de menor volume sistólico. Esta característica, por sua vez, é conseqüente à menor massa e volume ventriculares em mulheres, seja do ponto de vista absoluto ou relativo ao peso
corporal total. Além disso, a capacidade de transporte de oxigênio (devido a um nível médio de hemoglobina inferior decorrente das menstruações) é menor nas mulheres.
Estes fatores em conjunto fazem com que o desempenho desportivo seja 6 a 15% menor nas mulheres em comparação com os homens, embora a capacidade de adaptação ao treinamento seja semelhante.
O desempenho masculino em atividades competitivas é em geral melhor que o feminino.Contudo, alguns estudos sugerem que em corridas de ultra-longa duração exista a possibilidade de que o desempenho feminino venha a ser no futuro igual ou até mesmo superior ao masculino.
Apesar das respostas fisiológicas ao exercício em meninas pré-púberes apresentarem o mesmo perfil daquelas de mulheres adultas, existem algumas diferenças a serem consideradas.
A mais marcante naquelas é o maior consumo de O2 durante a caminhada ou corrida de intensidade submáxima (menor eficiência mecânica), o que acarreta menor
reserva metabólica e fadiga mais precoce. Em adendo,
a potência anaeróbica e a endurance muscular são muito menores em meninas em comparação com as mulheres, levando ao menor desempenho daquelas em saltos, corridas de velocidade e arremessos. Meninas também apresentam menor adaptação ao treinamento que mulheres adultas.

ASPECTOS ESPECIAIS DA DOENÇA CORONARIANA NA MULHER


Nas últimas décadas houve aumento significativo da incidência de doenças cardiovasculares na mulher, em especial doença arterial coronariana (DAC). A faixa etária de aumento da mortalidade cardiovascular da mulher ocorre, em média, dez anos após a do homem e isso se explica, parcialmente, pelo papel protetor do estrogênio, que se mantém presente até a época da menopausa.
A DAC na mulher apresenta algumas características diferentes em relação ao homem. Muitos estudos em animais têm sugerido que alterações nos níveis plasmáticos
de lipoproteínas têm pouca influência na extensão da aterogênese
e que os efeitos diretos do estrogênio sobre a parede arterial são mais importantes na prevenção da aterosclerose.
Estas observações não foram ainda demonstradas em humanos. Não obstante, está claro que o estrogênio possui efeitos diretos sobre a parede arterial.

Efeitos do estrogênio sobre a parede arterial
– Penetração e retenção diminuídas do LDL sobre a parede
Arterial;
– Efeito antioxidante inibindo a aterogênese;
– Ação antiinflamatória em mulheres submetidas à angioplastia;
– Reversão de vasoespasmo e coadjuvante no tratamento;
da síndrome plurimetabólica;
– Ação sobre o sistema tromboxano-prostaciclina;
– Estímulo à produção de óxido nítrico;
– Inibição dos níveis plasmáticos de endotelina;

Mulheres & Exercícios Físicos


Os benefícios da atividade física têm sido comprovados em ambos os sexos.
Na mulher esta abordagem adquire algumas características próprias que incluem desde as diferenças do perfil hormonal, passando pela incidência de
determinadas patologias, até as respostas e adaptações ao exercício.
Na redução da pressão arterial, por exemplo, encontram-se trabalhos que mostram que a mulher, através do exercício, apresenta uma resposta de redução dos níveis tensionais mais eficiente que o homem.
É importante considerar o impacto causado pelo aumento da expectativa
de vida na população e o papel social e profissional adotado pela mulher nos últimos anos. Esses fatores impõem uma revisão no estudo de diversas patologias e nas novas perspectivas de prevenção e tratamento das mesmas.
Neste contexto a atividade física regular ocupa lugar de destaque.

Participação de mulheres no esporte


Em relação à participação da mulher em atividades esportivas remonta à Grécia Antiga, quando ela era proibida até mesmo de assistir aos Jogos Olímpicos.
Durante muito tempo ela foi poupada da prática de esportes pela crença de que o exercício poderia ser prejudicial à sua saúde.
Posteriormente, foi permitido o seu ingresso em algumas modalidades de exercícios leves, que não trouxessem “risco” de complicações a um grupo que ainda era considerado frágil e provavelmente não resistiria a esforços
mais intensos.
Elas só faziam ginástica com o objetivo de prepará-las para terem filhos fortes e sadios.
em 1900 onze mulheres foram até PARIS, na França para participar dos I jogos Olímpicos da Era Moderna.
precisou- se de muitas lutas para que elas pudessem mostrar seus talentos.
MARIA LENK primeira mulher sul-americana a participar das olímpiadas.
Apenas em 1972 as mulheres foram admitidas a participar de competições oficiais de maratonas e outros eventos de mais longa duração.
A literatura médica até recentemente não apresentava dados epidemiológico consistentes a respeito do impacto da atividade física sobre a saúde das mulheres.